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Mostrando postagens de Julho, 2017

poeminha

a vida é
se doar
doar
doar
até doer


Débora Andrade 30/11/2016

Cartas para Bárbara: XX

você já deve ter notado que sou dada a sentimentos, eu sou mesmo uma romântica incurável. mas as pessoas esquecem que, na maioria das vezes, românticos são boêmios.
e estes meus olhos de boemia me permitem ver mais do que longos romances, repletos de nuances, eles me permitem vislumbrar histórias menos densas, contudo não menos intensas.
o que quero dizer, Bárbara, é que posso ser prática também.
se há muito peso em ser amor, podemos deixar mais leve.
não precisa ser se não há espaço para tanto, mas também não precisa deixar de ser e se extinguir. podemos dar outro nome.
paixão, desejo, ternura, carinho, vontade.
eu posso te amar até o corpo, teus dedos, teus olhos, tua boca, tua pele.
o toque pode ser o meu limite.
eu posso não passar daí, de quando nossos corpos se fundem.
eu posso calar juras e te dar meus gemidos.
mas, se tu quiser, posso abrir minha alma, ser inteira tua.
te olhar como a única, te amar como a última.

Cartas para Bárbara: XIX

às vezes tu me assusta, Bárbara; deve ser porque nos causa receio o que não entendemos.
você é um enigma pra mim.
você muda de cor, de textura, sem avisar.
sai trocando os móveis de lugar e eu vou tentando me adequar, me encaixar no teu cenário.
você me enlouquece, Bárbara, em todos os sentidos.
você me faz transbordar em sensações.
você me mostra o caminho e me toma a bússola.
às vezes, não consigo te ler.