segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Aquele amigo


Eu acabei permitindo aos poucos que me apaixonasse por ele. Eu não podia, não devia, mas será que eu realmente me permiti? Ou será que aconteceu por acaso, porque tinha que acontecer, porque estava traçado, porque Deus quis assim, ou porque eu simplesmente não mando em meus sentimentos?! Eu não sei, definitivamente não sei.
E sei menos ainda como lidar com esses "lances" do coração; como alguém que a pouco chamei de amigo, - ou melhor, chamei de melhor amigo - pode agora significar mais do que isso? Como deixei? Como isso aconteceu? Isso não podia ter acontecido. Como eu vou agir quando olhar pra ele? Como poderemos sair juntos, e sorrir juntos? O shopping, os olhares, as conversas, só serão diferentes pra mim, farei de tudo para que ele não note qualquer diferença.
De que diferença falo? Está tudo igual, é a mesma coisa, isso é passageiro, talvez seja só uma invenção de adolescente. Porque eu tô comentando? Porque eu me preocupo? Ah, é bobagem. Acredito que todos os melhores amigos passam por isso, porque chegam a se amar tanto, que às vezes confundem, ou se permitem confundir. É só imaginação, tolice!
Ele vai continuar sendo o meu melhor amigo, o meu best, o meu confidente, conselheiro, o garoto que mais me entende, o que tem os melhores conselhos, os melhores abraços, o guri que me faz feliz como amigo, como melhor amigo. Eu não quero que isso acabe, não quero estragar nada. Mas, que mania de acreditar que um novo amor que surge de uma amizade fará com que essa amizade morra! Isso é a maior bobagem, podemos continuar amigos, confidentes, melhores amigos, depois de um romance, ou durante.
É, é um caso a se pensar, ou a se sentir, talvez um caso a se esquecer. Mas isso, só o tempo dirá.
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...